Os índios da Amazônia passam neste exato momento pelo mesmo drama dos Na 'vi, os nativos de Pandora.
A floresta amazônica ocupa 45% do território brasileiro. Ainda existem muitas tribos vivendo de maneira considerada por nós arcaica. O que está longe de ser verdade.
A faixa equatorial recebe luz em abundância o ano inteiro. É como se fosse sempre verão. Tendo muita luz, há muita evaporação e automaticamente, muita chuva. E por ser a maior porção de Terra recebendo toda essa luz e água, a Amazônia é a maior floresta do planeta.
Em um lugar com abundancia de recursos a evolução pode atirar para todos os lados e produzir biodiversidade. São tantos tipos de plantas, fungos e animais que uma criatura inteligente como o homem, ou como os Na 'vi, aprendem a tirar proveito de tudo o que for possível e prosperam.
Quem precisa desenvolver grandes tecnologias em um ambiente que da mais frutos do que o necessário? Eles sim levam uma vida sustentável de verdade. Para nós, a sustentabilidade é só uma palavra usada para promover mais produtos industriais. Já parou para pensar nisso. "Compre um carro ecológico". É piada?
Da mesma maneira que existem incontáveis plantas e animais que lhe mantém a vida, existem também uma infinidade de plantas e animais que poderiam tirar a sua vida.
A bagagem cultural é a tecnologia do índio. Embora não possuam ciência experimental, através da tentativa e erro tomaram conhecimento de uma porção de coisas que se confirmaram, se confirmam e se confirmarão com a ciência. Sem contar que eles provavelmente sofreram muito até aprender tudo o que sabem hoje. Eles tem o direito de regozijar! Não são vagabundos pelados. São bem sucedidos!
Assim como os Na 'vi, os índios sabem que a natureza pode nos dar tudo que precisamos. E de graça.
Mas Pandora está cheia de unobtanium. Um mineral que provavelmente deve servir para fins industriais. É a mesma coisa que acontece na amazônia. Mineração, pecuária, monoculturas, hidroelétricas e etc. Será que essas coisas valem mesmo mais do que a floresta viva?
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